Empfehlungen basierend auf "Uma questão pessoal"

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von Nora Sakavic

É hora do tudo ou nada para as Raposas. Em Os homens do rei, a conclusão explosiva da trilogia Tudo Pelo Jogo, Neil Josten não está mais fugindo e decidiu enfrentar o próprio passado, os Corvos e qualquer coisa que tente intervir entre ele e a sobrevivência das Raposas. O Exy não perdoa e Neil também não. Eles podem não ser heróis, mas serão campeões? Após os atordoantes acontecimentos de O rei corvo, as Raposas estão de volta à Palmetto State. O final da temporada de Exy também se aproxima e Neil Josten ainda tem muitas promessas a cumprir. As Raposas iniciaram a competição como azarões, mas descobriram que são um time de verdade, leal e unido, em que todos estão realmente dispostos a lutar uns pelos outros. Agora, eles têm motivos para continuar. E, apesar de o risco à sua vida ser mais real do que nunca, Neil agora tem pelo que viver: seus amigos, seu amor pelo esporte e, quem sabe, uma nova paixão por alguém que despertou nele um sentimento diferente de tudo o que já sentiu. No início, fazer amizade com as Raposas era uma péssima ideia; beijar uma, então, ultrapassava o limite do impensável. Mas Neil conseguirá resistir a essa jogada nada ensaiada pelo seu coração? A eletrizante trilogia Tudo Pelo Jogo presenteou o leitor com um grupo de personagens intrigantes e complexos, e este último volume encerra uma história sobre resiliência e amizade, sobre a família que se escolhe e os dramas da vida, repleto das emocionantes jogadas de Exy, de ação e de reviravoltas. Classificação indicativa: 18 anos.

von Marlen Haushofer

Ao Acordar Sozinha No Chalé De Caça Onde Estava Hospedada Nos Alpes Austríacos, A Narradora Deste Romance Descobre-se Cercada Por Uma Barreira Invisível E Intransponível. Do Outro Lado, O Mundo Parece Petrificado, Suspenso Num Misterioso Estado De Destruição Imóvel E Silenciosa. Sem Acesso à Civilização, Ela Precisa Aprender A Sobreviver Em Completa Solidão, Acompanhada Apenas Por Um Cachorro Chamado Lince, Uma Vaca Que Batiza De Bella E Uma Gata. A Certa Altura De Seu Isolamento, Põe-se A Escrever Um Relato — O Próprio Romance Que Lemos — No Qual Narra O Abandono Gradual De Sua Identidade Social, E Particularmente Da Ideia De Feminilidade Que A Sociedade Lhe Impunha. A Narradora De Haushofer Passa Grande Parte Do Romance Se Despindo De Sua Essência, Observa James Wood No Posfácio Incluído Nesta Edição Brasileira. A Primeira Coisa A Ir Embora é O Exoesqueleto Social De Sua Feminilidade. Reconhecida Como Uma Das Grandes Obras Da Literatura Distópica E Feminista, E Publicada Em 1963 — Um Prenúncio Dos Piores Anos De Tensão Nuclear Na Guerra Fria —, A Parede Apresenta, Com Precisão E Força Narrativa, Uma Jornada íntima E Universal. Ao Mesmo Tempo, Propõe Uma Visão Também Utópica: Sozinha, A Protagonista Forma Uma Nova Comunidade Baseada No Cuidado E Na Conexão Com A Natureza. Para Ela, Amar Um Animal Se Torna Mais Fácil — E Talvez Mais Verdadeiro — Do Que Amar Um Ser Humano. Em Uma Narrativa Que Combina O Realismo Vívido Da Vida Reconstruída A Partir Do Essencial — Plantar, Caçar, Cuidar — E Uma Meditação Filosófica Sobre O Tempo, O Corpo E O Sentido Da Vida, Haushofer Captura Uma Radical Dessencialização Do Humano. É Difícil Deixar De Lado Um Delírio De Grandeza Há Muito Enraizado, Constata A Narradora. A Parede é Um Clássico Que Desafia A Ideia De Progresso E Nos Confronta Com A Pergunta: O Que Realmente Importa Quando Tudo O Que Resta é Sobreviver?

von Valter Hugo Mãe

Um romance delicado e profundo de Valter Hugo Mãe sobre o amor fraterno e a necessidade de cuidar de alguém Pode o amor de um irmão ser divino igual ao amor de uma mãe? Como os pássaros, os irmãos Pouquinho e Felicíssimo vivem nas alturas, em casas incrustadas em uma rocha íngreme na pequena comunidade do Buraco da Caldeira, na Ilha da Madeira. É ali, entre a natureza indomável, uma paisagem mítica e a fé imensurável, que eles passam os seus dias em meio à labuta diária, movidos por um amor sublime, que corteja o divino. Desde o nascimento de Pouquinho, Felicíssimo soube que lhe caberia a função de cuidar do irmão caçula, que nasceu com uma condição física incomum e flanava em algum lugar entre o estranho e o santificado. Felicíssimo, porém, aceita desde o primeiro momento esse compromisso não como um dever, mas como um ato supremo de afeição. Com um projeto gráfico especial e prefácios do músico Rodrigo Amarante e do professor de Literatura Carlos Reis, Deus na escuridão explora a ideia de que amar é sempre um sentimento que se exerce na escuridão. Um manifesto de lealdade e resiliência assinado com a maestria literária que tornou Valter Hugo Mãe um dos mais laureados autores do nosso tempo.

von László Krasznahorkai

Um autor visionário. Um romance implacável e fascinantemente sombrio. Publicado na Hungria em 1985, Sátántangó é um romance monstruoso. A ação se concentra na chegada de um homem misterioso, que pode ser um profeta, um vigarista, ou o próprio demônio, a uma aldeia húngara onde a chuva não para de cair. Os habitantes do lugar, um elenco de desajustados e enlouquecidos (camponeses esfarrapados; um médico alcoólatra observando obsessivamente seus vizinhos; jovens perdidas num moinho destroçado; uma garota com deficiência tentando matar seu gato) descobrem em determinado momento que Irimiás, um homem a quem atribuem poderes extraordinários, e dado como morto, está a caminho do lugar, com seu companheiro, Petrina. Para esperá-los, reúnem-se numa taverna, espécie de porão do fim do mundo, onde discutem, bebem e dançam grotescamente ao som de um acordeão. De braço dado com Kafka, Beckett e Walser, o vencedor do International Man Booker Prize László Krasznahorkai nos conduz por um lento fluxo de lava modernista, como se entrássemos e saíssemos de becos impossíveis. O cenário é e não é a Hungria sob o comunismo – o autor mantém tudo envolto nas brumas da abstração –, e a fé depositada na aparição de um líder salvador faz com que a obra não perca sua assombrosa atualidade. "É tudo diferente [...] Não significa nada termos visto alguma coisa. Paraíso? Inferno? Mundo do além? Bobagem. Tenho certeza de que estamos enganados. E mesmo que a nossa imaginação não pare de funcionar, não chegaremos nem um pouco mais perto da verdade." "O mestre húngaro do apocalipse." — Susan Sontag "Um dos artistas mais misteriosos em atividade." — Colm Tóibín "A universalidade da visão de Krasznahorkai rivaliza com a de Almas mortas de Gógol e supera em muito todas as preocupações da escrita contemporânea." — W.G. Sebald "Suas longas e sinuosas frases me encantam." — Imré Kertész "O tipo de escritor que pelo menos uma vez em cada página encontra um jeito perfeito de expressar algo que alguém sempre sentiu mas nunca foi capaz de descrever." — Nicole Krauss "Profundamente inquietante" — James Wood "Não há nada parecido na literatura atual." — Adam Thirlwell

von Ivan Marques

João Cabral de Melo Neto aparece de corpo inteiro nesta biografia irretocável. Com leveza e rigor, Ivan Marques compõe um retrato que vai além da austeridade associada ao grande poeta. Da origem aristocrática à perseguição por comunismo no Itamaraty, dos primeiros versos à consagração como o mais construtivo poeta brasileiro, o que surge destas páginas é uma trajetória pulsante, colada aos momentos decisivos da cultura e da política brasileiras.

von Elayne Baeta

A esperadíssima sequência de O amor não é óbvio, best-seller nacional com mais de cem mil exemplares físicos vendidos. Em Coisas óbvias sobre o amor Elayne Baeta não só retorna a São Patrique, como o faz através do olhar de Édra Norr, personagem envolvente, apaixonante e magnética. Descubra a conclusão da história que encantou milhares de leitores. Quer chá? São Patrique te dá as boas-vindas de volta nesta aguardada continuação de O amor não é óbvio. Três anos se passaram desde que Édra e Íris se apaixonaram e depois que a vida adulta se encarregou de afastar as duas. Édra está cursando faculdade em Montana, onde o pôr do sol não é laranja, os dias são frios e as pessoas mais frias ainda. E isso inclui Pilar, sua nova pretendente a namorada. A única coisa familiar nessa terra distante é andar de bicicleta — fazendo delivery das saborosas comidas brasileiras servidas pelo Croquete Cabana, no seu trabalho como entregadora. A grana não dá para muita coisa, mas é melhor do que aceitar qualquer centavo que venha do pai, ou do que contar a verdade para ele. Apesar de tudo, Édra está finalmente começando a se adaptar — o frio já não irrita tanto, ainda dá para fazer zigue-zague entre os carros e Pilar cada vez mais se parece com uma chance de deixar o passado no passado. Mas um convite irrecusável chega para mudar tudo... Dona Símia vai se casar e escolheu a dedo sua dupla de madrinhas, da mesma maneira como escolhe suas novelas. Édra, é claro, é uma delas. A outra madrinha cursa cinema em Nova Sieva, deixou o cabelo crescer e trocou a bicicleta amarela que costumava usar por um carro vermelho-cereja chamado Reddie. É, Íris Pêssego também está de volta, Frutos Proibidos é a nova novela em exibição e as férias estão só começando. Assuntos mal resolvidos, um amor interrompido, e todos os "e se"s que ficaram soltos pelo ar. Voltar para casa é sempre um encontro de quem fomos e de quem somos. Está na hora de Édra encarar os próprios fantasmas e se resolver de uma vez por todas.

von Abdellah Taïa

O marroquino Abdellah Taïa foi o primeiro escritor árabe a se assumir homossexual publicamente, em 2006. Para muitos homossexuais vivendo no mundo árabe sob opressão político-religiosa, seu rosto é o único com o qual se identificar, a única inspiração visível. Em seus livros, Abdellah Taïa exibe a dignidade do homossexual árabe. Merecidamente,como autor, ele se tornou um ícone de resistência, e sua obra está entre as mais relevantes no que se produz na literatura atualmente. Aquele que é digno de ser amado é seu primeiro romance publicado no Brasil. O livro toma a forma de quatro cartas. Nas duas primeiras, o personagem principal, Ahmed, homossexual marroquino de 40 anos residente em Paris, escreve à mãe, Malika, morta faz cinco anos, e ao amante francês, Emmanuel, que conheceu no Marrocos aos 17 anos e com quem partiu para a França. As outras duas cartas são dirigidas a Ahmed por Vincent, um amante do passado, e Lahbib, um amigo de infância. Essa correspondência se estende por vinte e cinco anos, de 1990 a 2015. Nas cartas, Ahmed questiona e é questionado sobre sua homossexualidade, sua relação com a mãe, seus vínculos com o Marrocos e sua identidade como árabe na sociedade francesa. Ao partir para a França com Emmanuel e adotar a língua e o modo de vida do colonizador, Ahmed ganhou liberdade para expressar sua sexualidade, mas perdeu suas raízes e sua identidade. Aquele que é digno de ser amado é um livro que fala de vários temas: da relação difícil entre mãe e filho, da dor da homossexualidade, do exílio no estrangeiro, da ilusão de emancipação e da submissão cultural. No entanto, sobretudo, é um livro que fala do colonialismo e das relações de poder, e de como eles se refletem na vida afetiva de um homossexual árabe de 40 anos radicado nos dias de hoje em Paris.

von Ann Liang

E se os seus piores pensamentos fossem revelados? Um romance YA sarcástico e divertido de Ann Liang, autora de Dessa vez é real e Se você pudesse ver o sol Sadie Wen é perfeita na teoria: representante da escola, oradora da turma e um "prazer de ter em sala de aula". O truque para manter seu sorriso de estudante-modelo estampado no rosto o tempo todo? Ela canaliza todas as suas frustrações em seus rascunhos de e-mail. Ela nunca os enviaria, é lógico, mas é um alívio poder desabafar sobre sua professora de inglês inflexível ou sobre uma colega de classe aproveitadora que está levando crédito pelo seu trabalho. No entanto, os e-mails que carregam o seu mais puro rancor são direcionados ao seu irritante rival acadêmico, Julius Gong, cuja arrogância e síndrome de superioridade a incomodam desde que eram crianças. Sadie não precisa se conter em seus e-mails, afinal ninguém jamais os lerá... Pelo menos era o que ela achava antes de eles serem enviados acidentalmente para todo o colégio. Da noite para o dia, a vida de Sadie, cuidadosamente moldada e livre de conflitos, é virada de cabeça para baixo. É o seu pior pesadelo acontecendo: todos na escola sabem o que ela realmente pensa deles, e agora eles não têm medo de dizer o que pensam dela também. Mas, em meio ao caos, há uma pessoa que está começando a apreciar a “verdadeira” Sadie: Julius, o único garoto que ela jurou odiar. Tudo o que eu não te disse é o terceiro romance da autora best-seller Ann Liang e é ideal para os fãs de Todos os garotos que já amei e Eu nunca .

von Kleber Mendonça

Roteiro original de O agente secreto, filme de Kleber Mendonça Filho escolhido para representar o Brasil no Oscar, tem prefácio do cineasta e posfácio de Wagner Moura, além de imagens exclusivas do storyboard e das filmagens. Recife, governo Geisel. Um homem chega à capital pernambucana. Não sabemos de onde ele vem ou qual é o seu nome. Aos poucos, descobrimos que se chama Marcelo e se hospedará na pensão da adorável Dona Sebastiana. O que vem a seguir descobriremos junto com Marcelo, que foi privado de escrever sua própria história. Neste roteiro original do filme escolhido para representar nosso país no Oscar 2025, Kleber Mendonça Filho – diretor dos aclamados O som ao redor, Aquarius e Bacurau – nos conduz por uma história de espionagem e ação bem brasileira. Somos guiados por um Recife ao mesmo tempo carnavalesco e sombrio, uma Gotham City tropical onde o absurdo se confunde com o cotidiano. Sem um discurso grandiloquente, e nem por isso menos sofisticado, Kleber nos pergunta de que forma o que vivemos no passado ainda ecoa no presente. Quem acompanha Kleber desde seus curtas-metragens – como Vinil verde, Eletrodoméstica e Recife frio – ou está conhecendo agora o trabalho desse grande realizador, lerá o roteiro como se participasse de seu processo de criação, se deliciando com o storybard e com as rubricas. Os frames, além das fotos de bastidores e das filmagens, que acompanham o roteiro, aproximam ainda mais o leitor do universo criado pelo cineasta. O livro reúne, ainda, prefácio de Kleber e posfácio de Wagner Moura, que interpreta o protagonista. O projeto gráfico foi assinado pelo premiado designer Gustavo Piqueira, da Casa Rex. Cotado pela revista Variety e pelo site The Hollywood Reporter como uma das grandes apostas do Oscar, O agente secreto estreou na Competição Oficial do Festival de Cannes, recebendo os prêmios de Melhor Diretor, Melhor Ator (Wagner Moura), o Prêmio do Sindicato Francês da Crítica de Cinema e o Prêmio da Associação Francesa de Salas de Cinema Independente. "É um grande filme." – Walter Salles "Juliette Binoche afirma que tentou o prêmio maior para O agente secreto em Cannes." – Folha de S.Paulo "Um dos temas centrais do filme é a questão do que é lembrado e do que é esquecido, e Kleber Mendonça Filho, que cresceu em Recife, parece determinado em registrar, na película, todos esses detalhes peculiares antes que eles sejam apagados para sempre." – BBC "Mais do que truques, o roteiro escrito por Kleber Mendonça Filho parece adicionar camadas ao enredo, que brinca com mitos e verdade para sublinhar a ideia de que, ainda que esse filme seja uma ficção, ele fala de questões profundamente reais." – Omelete

von Kai-Fu Lee

Um dos criadores da Inteligência Artificial como a conhecemos hoje mostra como a revolução das máquinas nos tornará ainda mais humanos Kai-Fu Lee já foi presidente da Google China e é considerado um dos maiores especialistas em inovação tecnológica no mundo. Em Inteligência artificial, ele explica tanto para leitores leigos quanto para aqueles que já dominam o assunto, como o desenvolvimento sem precedentes da IA já está alterando as nossas vidas e expõe quais são as mudanças que podemos esperar nos próximos anos. Apesar de muitos especialistas afirmarem que a IA irá acabar com muitas das profissões que existem, o autor argumenta que, assim como outras grandes revoluções ocorridas na história da humanidade, a IA apenas mudará a forma como trabalhamos. As máquinas, aplicativos e softwares tornarão as jornadas de trabalho menores e aumentarão a geração de renda, fazendo com que as pessoas tenham cada vez mais tempo para se dedicarem ao lazer e a atividades ligadas às artes e ao entretenimento. De forma emocionante, Kai-Fu Lee conta como o diagnóstico de um câncer em estágio avançado fez com que ele repensasse sua relação com o trabalho, seu legado e os próprios rumos da inteligência artificial, se perguntando sobre como a tecnologia poderia ser utilizada para resolver alguns dos maiores problemas que assolam a sociedade neste início de milênio, como a miséria, a desigualdade e a dificuldade de acesso à educação.