Empfehlungen basierend auf "Quem tem medo do feminismo negro?"

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von Nora Sakavic

É hora do tudo ou nada para as Raposas. Em Os homens do rei, a conclusão explosiva da trilogia Tudo Pelo Jogo, Neil Josten não está mais fugindo e decidiu enfrentar o próprio passado, os Corvos e qualquer coisa que tente intervir entre ele e a sobrevivência das Raposas. O Exy não perdoa e Neil também não. Eles podem não ser heróis, mas serão campeões? Após os atordoantes acontecimentos de O rei corvo, as Raposas estão de volta à Palmetto State. O final da temporada de Exy também se aproxima e Neil Josten ainda tem muitas promessas a cumprir. As Raposas iniciaram a competição como azarões, mas descobriram que são um time de verdade, leal e unido, em que todos estão realmente dispostos a lutar uns pelos outros. Agora, eles têm motivos para continuar. E, apesar de o risco à sua vida ser mais real do que nunca, Neil agora tem pelo que viver: seus amigos, seu amor pelo esporte e, quem sabe, uma nova paixão por alguém que despertou nele um sentimento diferente de tudo o que já sentiu. No início, fazer amizade com as Raposas era uma péssima ideia; beijar uma, então, ultrapassava o limite do impensável. Mas Neil conseguirá resistir a essa jogada nada ensaiada pelo seu coração? A eletrizante trilogia Tudo Pelo Jogo presenteou o leitor com um grupo de personagens intrigantes e complexos, e este último volume encerra uma história sobre resiliência e amizade, sobre a família que se escolhe e os dramas da vida, repleto das emocionantes jogadas de Exy, de ação e de reviravoltas. Classificação indicativa: 18 anos.

von Ivan Marques

João Cabral de Melo Neto aparece de corpo inteiro nesta biografia irretocável. Com leveza e rigor, Ivan Marques compõe um retrato que vai além da austeridade associada ao grande poeta. Da origem aristocrática à perseguição por comunismo no Itamaraty, dos primeiros versos à consagração como o mais construtivo poeta brasileiro, o que surge destas páginas é uma trajetória pulsante, colada aos momentos decisivos da cultura e da política brasileiras.

von Fabiane Guimarães

Em seu segundo romance, Fabiane Guimarães explora os limites da maternidade, da escolha feminina e da expectativa social. Brasília, décadas de 1980 e 1990. Uma jovem sai do interior para trabalhar como empregada doméstica na casa de um casal rico na cidade grande. Lá, enquanto tenta entender a dinâmica diária dos dois, ela começa a ver algumas meninas passando diariamente para algum tipo de entrevista a portas fechadas. Depois de meses sem achar a escolhida, o casal finalmente faz a proposta a Damiana (apesar de acharem o tom da sua pele um pouco mais escuro do que gostariam): que ela seja barriga de aluguel para eles. Damiana aceita sem entender muito bem, passa por uma inseminação artificial caseira e um quase cárcere privado de nove meses. Depois que o bebê nasce, ela conhece Moreno, um "especialista" nesse tipo de negócios que explica quão inconsequente foi aquela decisão e sugere que os dois passem a trabalhar juntos. A história de Damiana — uma das barrigas de aluguel mais produtivas da década — e sua relação com a maternidade, o próprio corpo, as vidas que impacta e a rede clandestina de produção de bebês é contada a uma jornalista quando ela já está idosa, vivendo novamente no campo. Um romance envolvente sobre o que significa tomar decisões e como elas impactam a vida dos outros, Como se fosse um monstro é uma reflexão única sobre a maternidade, a culpa e o direito de escolher.

von Tatiana Salem Levy

Aos dez anos, a protagonista deste romance relaxa numa piscina, na companhia da mãe e do padrasto. Sem ter chegado ainda à puberdade, se desfaz da parte de cima do biquíni e desfruta da inocência sob o sol e o vento. O sossego é interrompido quando o padrasto, um aclamado cineasta, apresenta o esboço do desenho de observação que fizera dela, marcando assim o fim da sua inocência. Fazendo do título do livro um paradoxo brilhante, a narradora resolve então contar tudo (ou quase): da doença galopante que vai tirar a mãe do seu convívio ainda na juventude à reação de um companheiro a um aborto da protagonista já madura e morando no exterior.

von Olívia Pilar

Em romance sensível, Olívia Pilar narra as lutas e as paixões de uma jovem negra em busca de um lugar no mundo Lina tem quase tudo na vida. Estuda em uma das melhores universidades do país, mora em um bairro de classe média alta de Belo Horizonte e está sempre se divertindo com os amigos. Nos planos, faltam apenas o apoio dos pais para a carreira de ilustradora e o dinheiro para um sonhado curso de desenho no Chile. Quando consegue uma vaga de estágio, ela acredita que está tudo resolvido. Apesar de não gostar de Administração, o projeto sobre inclusão e diversidade parece interessante. Mas Lina logo recebe olhares estranhos e tarefas que colocam sua capacidade em xeque. E talvez isso tenha a ver com a cor de sua pele. Então seu caminho cruza com o de Elza, uma estudante do curso de Letras que traz em seus versos a importância da luta por uma sociedade mais justa. À medida que se aproximam, Lina se dá conta de que o mundo a enxerga de uma forma que ela não imaginava, e precisa buscar em seu lado artístico a força para construir sua identidade. Juntas, Lina e Elza vão confrontar seus medos, suas inseguranças e viver uma história de amor inesquecível. Um traço até você é uma narrativa arrebatadora e sensível sobre autodescoberta, os desafios da vida adulta e o que significa ser jovem, negra e audaciosa em um mundo que deslegitima seu direito de ocupar todos os espaços.

von Carla Madeira

« Algumas vezes as mudanças acontecem na marra. Uma guilhotina afiada corta as nossas mãos, e todas as rédeas escapam. É o que pensamos ter acontecido, até que a gente se dá conta de que nunca houve rédeas. Ninguém monta na vida. Brincamos de escolher, brincamos de poder conduzir o destino. Precisamos dessa ilusão para viver os dias de antes, dias em que podemos tudo só porque pensamos poder, e então a vontade do que está fora da gente joga sua sombra densa e pegajosa. Ficamos prisioneiros do que não queremos muito antes da morte. »--Quatrième de couverture

von Tamara Klink

Aos 24 anos, Tamara Klink tornou-se a pessoa mais jovem do Brasil a cruzar o Atlântico sozinha. Nós descreve os triunfos e percalços dessa expedição.Em 2021, em plena pandemia, a navegadora Tamara Klink partiu da França com o objetivo de chegar até a costa brasileira pelo mar. Nessa empreitada ambiciosa, contou apenas com a companhia permanente de seu caderno e do barco, Sardinha. À distância, teve o apoio (e também a preocupação) constante da família, dos amigos, de Henrique ― conselheiro de primeira hora ―, e dos admiradores nas redes sociais, que seguiram a viagem praticamente em tempo real.Em meio a vitórias, fracassos, temores e desvios de percurso, este livro nos convida a embarcar numa jornada corajosa, feita de deslocamentos físicos, mas sobretudo de impressionantes superações psicológicas.

von Francisco Cândido Xavier

Testemunha de diversos atendimentos realizados no plano superior, o Espírito André Luiz aborda os motivos de desequilíbrio mental e as consequências a que podem ser submetidos os irmãos imersos na loucura. Suicídio, aborto, epilepsia, mongolismo, alienação mental, desequilíbrios do sexo, esquizofrenia e psicose são alguns dos temas analisados sob a luz da psiquiatria e da Doutrina Espírita, destacando a importância do socorro prestado pelos trabalhadores espirituais aos amigos enfermos e necessitados. Apresentando tratamentos da alma e informações sobre a comunicação entre encarnados e desencarnados — especialmente durante o repouso do corpo físico —, o autor espiritual busca estudar a complexidade da mente humana e suas inclinações, sejam elas felizes sejam infelizes. * Coleção A vida no mundo espiritual Nosso Lar | Os mensageiros | Missionários da luz | Obreiros da vida eterna | No mundo maior | Libertação | Entre a Terra e o Céu | Nos domínios da mediunidade | Ação e reação | Evolução em dois mundos | Mecanismos da mediunidade | Sexo e destino | E a vida continua...

von Clarice Lispector

As crônicas de Clarice Lispector publicadas no Jornal do Brasil de 1967 a 1973 nos permitem compreender melhor a escritura desta que se consagrou como uma das maiores escritoras do Brasil. Se nos contos e romances o mistério de uma narrativa envolve o leitor num processo quase que iniciático, nas crônicas esse mistério vai aos poucos sendo desvendado, revelando o mundo pessoal e subjetivo da autora enigmática que viveu no Leme, próximo às areias e ao mar de Copacabana, que tanto apreciava. Ao aceitar o convite do JB para escrever uma coluna aos sábados, Clarice Lispector sente a estranheza entre ser escritora e jornalista: "Na literatura de livros permaneço anônima e discreta. Nesta coluna, estou de algum modo me dando a conhecer", comenta na crônica de 21 de setembro de 1968. Gênero leve, ameno, de leitura mais fácil, a crônica traz quase sempre a interpretação de um fato conhecido por todos, investido pela subjetividade de quem comenta o assunto, dando um sabor novo ao acontecido. Com a sua despretensão, a crônica quebra o monumental, o extraordinário, celebrando o cotidiano, o dia a dia e mostra belezas insuspeitáveis através da argúcia, da graça, do humor de quem a escreve. A informalidade investe de leveza uma linguagem cuja densidade busca revelar o segredo das coisas mais simples, o cotidiano transfigurado pelo olhar de Clarice, que redescobre nas Macabéas de todo dia a luminosidade de uma presença estelar. Entre flanelas e vassouras, mulheres simples e humildes se transformam em personagens que se eternizam. Aninha, Jandira, Ivone ou Aparecida são algumas dessas estrelas que saem de suas vidas apagadas para serem reveladas pelo olhar atento e sensível, onde escapa, por vezes, um leve e sorrateiro toque de humor, como no caso da empregada que fazia análise, ou da "mineira calada", que gostava de ler livros complicados.

von Vera Iaconelli